ESTE TRABALHO FAZ PARTE DAS ATIVIDADES SUPERVISIONADAS
FACULDADE ANHANGUERA VALINHOS
TEÓRICOS
SÓCRATES NIETZSCH FREUD
Sócrates nasceu em Atenas,
provavelmente no ano de 470 aC, e tornou-se um dos principais pensadores
da Grécia Antiga.
Podemos afirmar que Sócrates fundou o que conhecemos hoje por filosofia
ocidental. Foi influenciado pelo conhecimento de um outro primeiros estudos e
pensamentos discorrem sobre a essência da natureza da alma humana.
Sócrates era considerado pelos seus
contemporâneos um dos homens mais sábios e inteligentes. Em seus pensamentos,
demonstra uma necessidade grande de levar o conhecimento para os cidadãos
gregos. Seu método de transmissão de conhecimentos e sabedoria era o diálogo.
Através da palavra, o filósofo tentava Levar o conhecimento sobre as coisas do
mundo e do ser humano.
Conhecemos seus pensamentos e ideias
através das obras de dois de seus discípulos: Platão e Xenofontes.
Infelizmente, Sócrates não deixou por escrito seus pensamentos.
Sócrates não foi muito bem aceito por
parte da aristocracia grega,
pois defendia algumas ideias contrárias ao funcionamento da sociedade grega. Em
função de suas ideias inovadoras para a sociedade, começa a atrair a atenção de
muitos jovens atenienses. Suas qualidades de orador e sua inteligência, também
colaboraram para o aumento de sua popularidade. Temendo algum tipo de mudança
na sociedade, a elite mais conservadora de Atenas começa a encarar Sócrates
como um inimigo público e um agitador em potencial. Foi preso, acusado de
pretender subverter a ordem social, corromper a juventude e provocar mudanças
na religião grega. Em sua cela, foi condenado a suicidar-se tomando um veneno
chamado cicuta, em 399 AC.
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Nietzsche enriqueceu a
filosofia moderna com meios de expressão: o aforismo e o poema.
Isso trouxe como conseqüência uma nova concepção da filosofia e do filósofo: não se
trata mais de procurar o ideal de um conhecimento verdadeiro, mas sim de
interpretar e avaliar. A interpretação procuraria fixar o sentido de um
fenômeno, sempre parcial e fragmentário; a avaliação tentaria determinar o
valor hierárquico desses sentidos, totalizando os fragmentos, sem, no entanto,
atenuar ou suprimir a pluralidade. Assim, o aforismo nietzschiano é,
simultaneamente, a arte de interpretar e a coisa a ser interpretada, e o poema
constitui a arte de avaliar e a própria coisa a ser avaliada. O intérprete
seria uma espécie de fisiologista e de médico, aquele que considera os
fenômenos como sintomas e fala por aforismos; o avaliador seria o artista que
considera e cria perspectivas, falando pelo poema. Reunindo as duas capacidades,
o filósofo do futuro deveria ser artista e médico-legislador, ao mesmo tempo.
Para Nietzsche, um tipo de filósofo
encontra-se entre os pré-socráticos,
nos quais existe unidade entre o pensamento e a vida, esta
"estimulando" o pensamento, e o pensamento "afirmando" a
vida. Mas o desenvolvimento da filosofia teria trazido consigo a progressiva
degeneração dessa característica, e, em lugar de uma vida ativa e de um
pensamento afirmativo, a filosofia ter-se-ia proposto como tarefa "julgar
a vida", opondo a ela valores pretensamente superiores, mediando-a por
eles, impondo-lhes limites, condenando-a. Em lugar do filósofo-legislador, isto
é, crítico de todos os valores estabelecidos e criador de novos, surgiu o
filósofo metafísico. Essa degeneração, afirma Nietzsche, apareceu claramente
com Sócrates,
quando se estabeleceu a distinção entre dois mundos, pela oposição entre essencial
e aparente, verdadeiro e falso, inteligível e sensível. Sócrates
"inventou" a metafísica, diz Nietzsche, fazendo da vida aquilo que
deve ser julgado, medido, limitado, em nome de valores "superiores"
como o Divino, o Verdadeiro, o Belo, o Bem. Com Sócrates, teria surgido um tipo
de filósofo voluntário e sutilmente "submisso", inaugurando a época
da razão e do homem teórico, que se opôs ao sentido místico de toda a tradição
da época da tragédia.
Para Nietzsche, a grande tragédia grega
apresenta como característica o saber místico da unidade da vida e da morte e,
nesse sentido, constitui uma "chave" que abre o caminho essencial do
mundo. Mas Sócrates interpretou a arte trágica como algo irracional, algo que
apresenta efeitos sem causas e causas sem efeitos, tudo de maneira tão confusa
que deveria ser ignorada. Por isso Sócrates colocou a tragédia na categoria das
artes aduladoras que representam o agradável e não o útil e pedia a seus
discípulos que se abstivessem dessas emoções "indignas de filósofos".
Segundo Sócrates, a arte da tragédia desvia o homem do caminho da verdade: "uma
obra só é bela se obedecer à razão", formula que, segundo Nietzsche,
corresponde ao aforismo "só o homem que concebe o bem é
virtuoso". Esse bem ideal concebido por Sócrates existiria em um mundo
supra-sensível, no "verdadeiro mundo", inacessível ao conhecimento
dos sentidos, os quais só revelariam o aparente e irreal. Com tal concepção,
criou-se, segundo Nietzsche, uma verdadeira oposição dialética entre Sócrates e
Dioniso: "enquanto em todos os homens produtivos o instinto é uma força
afirmativa e criadora, e a consciência uma força crítica e negativa, em
Sócrates o instinto torna-se crítico e a consciência criadora". Assim,
Sócrates, o "homem teórico", foi o único verdadeiro contrário do
homem trágico e com ele teve início uma verdadeira mutação no entendimento do
Ser. Com ele, o homem se afastou cada vez mais desse conhecimento, na medida em
que abandonou o fenômeno do trágico, verdadeira natureza da realidade, segundo
Nietzsche. Perdendo-se a sabedoria instintiva da arte trágica, restou a
Sócrates apenas um aspecto da vida do espírito, o aspecto lógico-racional;
faltou-lhe a visão mística, possuído que foi pelo instinto irrefreado de tudo
transformar em pensamento abstrato, lógico, racional. Penetrar a própria razão
das coisas, distinguindo o verdadeiro do aparente e do erro era, para Sócrates,
a única atividade digna do homem. Para Nietzsche, porém, esse tipo de
conhecimento não tarda a encontrar seus limites: "esta sublime ilusão
metafísica de um pensamento puramente racional associa-se ao conhecimento como
um instinto e o conduz incessantemente a seus limites onde este se transforma
em arte".
Por essa razão, Nietzsche combateu a
metafísica, retirando do mundo supra-sensível todo e qualquer valor eficiente,
e entendendo as idéias não mais como "verdades" ou
"falsidades", mas como "sinais". A única existência, para
Nietzsche, é a aparência e seu reverso não é mais o Ser; o homem está destinado
à multiplicidade, e a única coisa permitida é sua interpretação.
A crítica nietzschiana à metafísica tem
um sentido ontológico e um sentido moral: o combate à teoria das idéias
socrático-platônicas é, ao mesmo tempo, uma luta acirrada contra o
cristianismo.
Segundo Nietzsche, o cristianismo
concebe o mundo terrestre como um vale de lágrimas, em oposição ao mundo da
felicidade eterna do além. Essa concepção constitui uma metafísica que, à luz
das idéias do outro mundo, autêntico e verdadeiro, entende o terrestre, o
sensível, o corpo, como o provisório, o inautêntico e o aparente. Trata-se,
portanto, diz Nietzsche, de "um platonismo para o povo", de uma
vulgarização da metafísica, que é preciso desmistificar. O cristianismo,
continua Nietzsche, é a forma acabada da perversão dos instintos que
caracteriza o platonismo, repousando em dogmas e crenças que permitem à
consciência fraca e escava escapar à vida, à dor e à luta, e impondo a
resignação e a renúncia como virtudes. São os escravos e os vencidos da vida
que inventaram o além para compensar a miséria; inventaram falsos valores para
se consolar da impossibilidade de participação nos valores dos senhores e dos
fortes; forjaram o mito da salvação da alma porque não possuíam o corpo;
criaram a ficção do pecado porque não podiam participar das alegrias terrestres
e da plena satisfação dos instintos da vida. "Este ódio de tudo que é
humano", diz Nietzsche, "de tudo que é 'animal' e mais ainda de tudo
que é 'matéria', este temor dos sentidos... este horror da felicidade e da
beleza; este desejo de fugir de tudo que é aparência, mudança, dever, morte,
esforço, desejo mesmo, tudo isso significa... vontade de aniquilamento,
hostilidade à vida, recusa em se admitir as condições fundamentais da própria
vida".
Nietzsche propôs a si mesmo a tarefa de
recuperar a vida e transmutar todos os valores do cristianismo: "munido
de uma tocha cuja luz não treme, levo uma claridade intensa aos subterrâneos do
ideal". A imagem da tocha simboliza, no pensamento de Nietzsche, o
método filológico, por ele concebido como um método crítico e que se constitui
no nível da patologia, pois procura "fazer falar aquilo que gostaria de
permanecer mudo". Nietzsche traz à tona, por exemplo, um significado
esquecido da palavra "bom". Em latim, bônus significa
também o "guerreiro", significado este que foi sepultado pelo
cristianismo. Assim como esse, outros significados precisariam ser recuperados;
com isso se poderia constituir uma genealogia da moral que
explicaria as etapas das noções de "bem" e de "mal". Para
Nietzsche essas etapas são o ressentimento ("é tua culpa se sou fraco e
infeliz"); a consciência da culpa (momento em que as formas negativas se
interiorizam, dizem-se culpadas e voltam-se contra si mesmas); e o ideal
ascético (momento de sublimação do sofrimento e de negação da vida). A partir
daqui, a vontade de potência torna-se vontade de nada e a vida transforma-se em
fraqueza e mutilação, triunfando o negativo e a reação contra a ação. Quando
esse niilismo triunfa, diz Nietzsche, a vontade de potência deixa de querer significar
"criar" para querer dizer "dominar"; essa é a maneira como
o escravo a concebe. Assim, na fórmula "tu és mau, logo eu sou bom",
Nietzsche vê o triunfo da moral dos fracos que negam a vida, ou negam a
"afirmação"; neles tudo é invertido: os fracos passam a se chamar
fortes, a baixeza transforma-se em nobreza. A "profundidade da
consciência" que busca o Bem e a Verdade, diz Nietzsche, implica
resignação, hipocrisia e máscara, e o intérprete-filólogo, ao percorrer os
signos para denunciá-las, deve ser um escavador dos submundos a fim de mostrar
que a "profundidade da interioridade" é coisa diferente do que ela
mesma pretende ser. Do ponto de vista do intérprete que desça até os bas-fonds da
consciência, o Bem é a vontade do mais forte, do "guerreiro", do
arauto de um apelo perpétuo à verdadeira ultrapassagem dos valores
estabelecidos, do super-homem, entendida esta expressão no sentido de um ser
humano que transpõe os limites do humano, é o além-do-homem. A
etimologia nietzschiana mostra que não existe um "sentido original",
pois as próprias palavras não passam de interpretações, antes mesmo de serem
signos, e se elas só significam porque são "interpretações
essenciais". As palavras, segundo Nietzsche, sempre foram inventadas pelas
classes superiores e, assim, não indicam um significado, mas impõem uma
interpretação. O trabalho do etimologista, portanto, deve centralizar-se no
problema de saber o que existe para ser interpretado, na medida em que tudo é
máscara, interpretação, avaliação. Fazer isso é "aliviar o que vive,
dançar, criar".
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Freud
ingressou na Universidade de Viena aos 17 anos. Ele planejava estudar direito mas, ao invés
disso, entrou para a faculdade de medicina,
onde seus estudos incluíram filosofia, com o professor Franz Brentano, fisiologia, com o professor Ernst Brücke e zoologia, com o professor Darwinista Carl Friedrich Claus. 6 Em 1876, Freud passou quatro semanas na estação zoológica
de Claus em Trieste,
dissecando o sistema reprodutor masculino de centenas de enguias,
num estudo que se revelou inconclusivo. Graduou-se em medicina em 1881.
Sigmund
Freud é filho de Jacob Freud e de sua terceira mulher Amalie Nathanson (1835-1930). Jacob, um judeu
proveniente da Galícia e
comerciante de lã, muda-se a Viena em1860.7
Os
primeiros anos de Freud são pouco conhecidos, já que ele destruíra seus
escritos pessoais em duas ocasiões: a primeira em 1885 e novamente em 1894. Além disso, seus
escritos posteriores foram protegidos cuidadosamente nos Arquivos de Sigmund
Freud, aos quais só tinham acesso Ernest Jones (seu biógrafo oficial) e uns poucos membros do círculo da psicanálise. O trabalho de Jeffrey Moussaieff Masson pôs
alguma luz sobre a natureza do material oculto.
Em
14 de Setembro de 1886, em Hamburgo,
Freud casou-se com Martha Bernays.9
Freud
e Martha tiveram seis filhos: Mathilde, nascida em 1887,
Jean-Martin, nascido em 1889, Olivier, nascido em 1891, Ernst, nascido em 1892,
Sophie, nascida em 1893 e Anna, nascida em 1895. Um deles, Martin Freud, escreveu uma memória
intitulada Freud: Homem e Pai, na qual
descreve o pai como um homem que trabalhava extremamente, por longas horas, mas
que adorava ficar com suas crianças durante as férias de verão.
Anna Freud,
filha de Freud, foi também uma psicanalista destacada, particularmente no campo
do tratamento de crianças e do desenvolvimento psicológico. Sigmund Freud foi
avô do pintor Lucian Freud e do ator e escritor Clement Freud,
e bisavô da jornalista Emma Freud, da desenhista de moda Bella Freud e do
relacionador público Matthew Freud.
Por
sua vida inteira Freud teve uma posição financeira modesta. Josef Breuer foi no início um aliado de Freud em suas ideias e também um
aliado financeiro.
Freud
criou o termo "psicanálise" para designar um método para investigar
os processos inconscientes e de outro modo inacessíveis do psiquismo.
Nos
tempos do nazismo,
Freud perdeu quatro irmãs (Rosa, Dolfi, Paula, e Marie Freud). Embora Marie
Bonaparte tenha tentado retirá-las do país, elas foram impedidas de sair de
Viena pelas autoridades nazistas10 e morreram nos campos de concentração de Auschwitz e de Theresienstadt.
Maturidade
Freud
inicia os estudos na universidade aos 17 anos, os quais tomam-lhe
inesperadamente bastante tempo até a graduação, em 1881. Registros de amigos
que o conheciam naquela época, assim como informações nas próprias cartas
escritas por Freud, sugerem que ele foi menos diligente nos estudos de medicina
do que devia ter sido.11 Em lugar dos estudos, ele atinha-se
à pesquisa científica, inicialmente pelos estudos dos órgãos sexuais de enguias
— um estranho, mas interessante presságio das teorias psicanalíticas que
estariam por vir vinte anos mais tarde. De acordo com os registros, Freud
completa tal estudo satisfatoriamente, mas sem distinção especial. Em 1877,
desapontado com os resultados e talvez menos excitado em enfrentar mais
dissecações de enguias, Freud vai ao laboratório de Ernst Brücke, que torna-se seu principal modelo de ciência.
Com
Brücke, Freud entra em contato com a linha fisicalista da Fisiologia.
O interesse de Brücke não era apenas descobrir as estruturas de órgãos ou células particulares, mas sim, suas funções. Dentre as atribuições de Freud, nesta época,
estavam o estudo da anatomia e da histologia do cérebro humano. Durante os
estudos, identifica várias semelhanças entre a estrutura cerebral humana e a de
répteis, o que o remete ao então recente estudo de Charles Darwin sobre a evolução das espécies e à discussão da
"superioridade" dos seres humanos sobre outras espécies.
Freud,
então, conhece Martha Bernays,
e parece ter sido amor à primeira vista. O seu desejo de desposar Martha, o baixo salário e as poucas
perspectivas de carreira na pesquisa científica fazem-no abandonar o
laboratório e a começar a trabalhar no Hospital Geral, o principal hospital de
Viena, passando por vários departamentos do mesmo. O próprio Brücke aconselha-o
a mudar, apesar de seu bom desempenho e com razão, já que Freud precisava
ganhar dinheiro.
No
hospital, depois de algumas desilusões com o estudo dos efeitos terapêuticos da cocaína — com inclusive um episódio de morte por overdose de um
amigo da época do laboratório de Brücke —, Freud recebe uma licença e viaja
para a França,
onde trabalha com Charcot, um respeitável psiquiatra do hospital
psiquiátrico Saltpêtrière que estudava a histeria.
De
volta ao Hospital Geral e entusiasmado pelos estudos de Charcot, Freud passa a
atender, na maior parte, jovens senhoras judias que sofriam de um conjunto de
sintomas aparentemente neurológicos que compreendiam paralisia, cegueira parcial, alucinações,
perda de controle motor e que não podiam ser diagnosticados com exames. O
tratamento mais eficaz para tal doença incluía, na época, massagem, terapia de repouso e hipnose.
Apenas
em Setembro de 1886 Freud casa-se com Martha Bernays, com a ajuda financeira de
alguns amigos mais abastados, dentre eles Josef Breuer, um colega mais velho da
faculdade de medicina. Foi com as discussões de casos clínicos com Breuer que
surgiram as ideias que culminaram com a publicação dos primeiros artigos sobre
a psicanálise.
Freud em 1905.
O
primeiro caso clínico relatado deve-se a Breuer e descreve o tratamento dado a
uma paciente (Bertha Pappenheim, chamada de "Anna O." no livro), que
demonstrava vários sintomas clássicos de histeria. O método de tratamento consistia na chamada
"cura pela fala" ou "cura catártica", na qual o ou a
paciente discute sobre as suas associações com cada sintoma e, com isso, os faz
desaparecer.11 Esta técnica tornou-se o centro das técnicas de Freud, que
também acreditava que as memórias ocultas ou "reprimidas" nas quais
baseavam-se os sintomas de histeria eram sempre de natureza sexual. Breuer não
concordava com Freud neste último ponto, o que levou à separação entre eles
logo após a publicação dos casos clínicos.
Na
verdade, inicialmente, a classe médica em geral acaba por marginalizar as ideias
de Freud; seu único confidente durante esta época é o médico Wilhelm Fliess.
Depois que o pai de Freud falece, em outubro de 1896, segundo as cartas
recebidas por Fliess, Freud, naquele período, dedica-se a anotar e analisar
seus próprios sonhos, remetendo-os à sua própria infância e, no processo,
determinando as raízes de suas próprias neuroses. Tais anotações tornam-se a
fonte para a obra A Interpretação dos Sonhos. Durante o
curso desta auto-análise, Freud chega à conclusão de que seus próprios
problemas eram devidos a uma atração por sua mãe e a uma hostilidade ao seu
pai. É o famoso "complexo de Édipo", que se torna o coração
da teoria de Freud sobre a origem da neurose em todos os seus pacientes.
Essa
concepção de que a base do pensamento Freudiano está no complexo de Édipo, é
contestada por Bruno Bettelheim.
Este foi um profundo conhecedor de Freud e informa baseado nas Metamorfoses de Apuléio,
a base do pensamento de Freud está na paixão desenvolvida por Amor,
filho de Júpiter por Psique,
filho de Vênus (Afrodite)
(estas eram as filha do Rei Lear do Mercador de Veneza,
participantes do julgamento de Páris,
do qual Psique era a mais bela). Mesmo tendo sido corrompido por Vênus e
tendo Páris a feito vencedora, a formosura de Psique a tornou mais venerada do que Vênus.
Venus
beijou longamente e ardorosamente Amor para que este destruísse Psique,
mas este se apaixonou por ela e pediu ajuda a Júpiter, o qual a aceita como
noiva do seu filho. Conforme ensina Bruno Bettelheim "Em alguns aspectos, a história de Amor e Psique é uma
réplica de Édipo, mas existem importantes diferenças" ("in" Freud e a alma humana, 14.
ed. 2008, p. 27). Ocorre que o controle dos instintos faz o final de Amor
e Psique feliz, enquanto o do Rei Édipo terminou em tragédia.
O
exposto evidencia que a base do pensamento de Freud não está no complexo de Édipo porque este não soube controlar seus sentimentos e agiu
contra a natureza, mas em Amor e Psique ou Alma.
Últimos
anos e morte[editar]
Nos
primeiros anos do século XX,
são publicadas suas obras A Interpretação
dos Sonhos e A psicopatologia da vida cotidiana. Nesta
época, Freud já não mantinha mais contato nem com Josef Breuer, nem com Wilhelm
Fliess. No início, as tiragens das obras não animavam Freud, mas logo médicos
de vários lugares — Eugen Bleuler, Carl Jung, Karl Abrahams, Ernest Jones, Sandor Ferenczi —
mostram respaldo às suas ideias e passam a compor o Movimento Psicanalítico.
Freud
morre de cancro no palato aos 83 anos de idade (passou por trinta e três cirurgias).
Supõe-se que tenha morrido de uma overdose de morfina. Freud sentia
muita dor, e segundo a história contada, ele teria dito ao médico que lhe
aplicasse uma dose excessiva de morfina para terminar com o sofrimento, o que
seria eutanásia.
Encontra-se
sepultado no Golders
Green Crematório, Golders Green, Grande Londres na Inglaterra.
<pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud>
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SÓCRATES |
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O objetivo de Sócrates era despertar
o ato de pensar, provocar a reflexão, instigar a discussão de ideias,
disseminar o conhecimento.
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FRIEDRICH NIETZSCHE
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Suas teorias criticavam o cristianismo e as verdades tidas como
inquestionáveis e o que era aceito por imposição, exaltavam a natureza
humana, e o homem em si, segundo Nietzsche o homem não era conhecedor de si
mesmo e não vivia suas potencialidades em sua plenitude.
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SIGMUND FREUD
|
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Desenvolveu o estudo da construção do conhecimento, que
nos permite compreender o processo de aprendizagem. Para Freud o processo de
construção da identidade passa pelo processo de desenvolvimento humano, com
influências culturais e das relações interpessoais.
|
As teorias de
Nietzsche têm enfoque na cultura e no aprimoramento pessoal e suas teorias
muito se identificam com os pensamentos e questionamentos sobre o papel da
educação nos dias de hoje. Formar o homem emancipado e capaz de construir cultura.
O educador deve levar seus alunos a pensar por si mesmos, livre de estereótipos
e da homogeneização, preparando-os para a vida, para que tenham discernimento
sobre a massificação, a alienação , o utilitarismo e o nivelamento social. É
importante que nós educadores tenhamos uma visão ampla das forças exercidas por
minorias e pelo condicionamento a que estão sujeitas as classes menos
favorecidas, marionetes desse sistema engessado pela política, pela religião e
por quem detém o poder.
Podemos nos
fundamentar nas teorias dos grandes pensadores para melhor direcionar as
crianças e jovens preparando-as para exercerem a cidadania de forma consciente
e crítica na busca por uma sociedade mais justa e democrática, valorizando o
homem e a cultura, entendendo o passado e construindo o futuro agindo para
mudar o presente. Devemos formar homens de personalidade, fazer com que nossos
alunos percebam a possibilidade de dar novos sentidos às coisas e aos valores,
a pensar de forma crítica sobre todas as coisas, valorizando a iniciativa, a
experimentação, a função dos valores e da cultura, devemos ver a história de
maneira a melhorar o futuro, agindo na sociedade para fazer cultura e não como
meros reprodutores de conhecimento, deixando essa estagnação social e
produzindo conhecimento, ressaltando a importância da criatividade, valorizando
as individualidades.
“É o primeiro sinal de o animal se tornou homem,
quando seus atos não se relacionam mais com o bem estar momentâneo, mas com
coisas duradouras, quando, por conseguinte, o homem pensa em utilidade,
apropriação para um fim: é a primeira eclosão do livre governo da razão. (...)
ele respeita e querer ser respeitado, isto é, entende o útil como dependente da
sua opinião sobre os outros, da opinião dos outros sobre ele. (...) Ele próprio
decide para ele e para os outros o que é honroso, o que é útil; torno-se o
legislador das próprias opiniões(...)”. (FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE – HUMANO,
DEMASIADO HUMANO, 107)
BIBLIOGRAFIA
pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud
FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE – HUMANO, DEMASIADO
HUMANO





