quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ESTE TRABALHO FAZ PARTE DAS ATIVIDADES SUPERVISIONADAS
FACULDADE ANHANGUERA VALINHOS

TEÓRICOS


SÓCRATES                      NIETZSCH                             FREUD



Sócrates nasceu em Atenas, provavelmente no ano de 470 aC, e tornou-se um dos principais pensadores da Grécia Antiga. Podemos afirmar que Sócrates fundou o que conhecemos hoje por filosofia ocidental. Foi influenciado pelo conhecimento de um outro primeiros estudos e pensamentos discorrem sobre a essência da natureza  da alma humana.
Sócrates era considerado pelos seus contemporâneos um dos homens mais sábios e inteligentes. Em seus pensamentos, demonstra uma necessidade grande de levar o conhecimento para os cidadãos gregos. Seu método de transmissão de conhecimentos e sabedoria era o diálogo. Através da palavra, o filósofo tentava Levar o conhecimento sobre as coisas do mundo e do ser humano.
Conhecemos seus pensamentos e ideias através das obras de dois de seus discípulos: Platão e Xenofontes. Infelizmente, Sócrates não deixou por escrito seus pensamentos.
Sócrates não foi muito bem aceito por parte da aristocracia grega, pois defendia algumas ideias contrárias ao funcionamento da sociedade grega. Em função de suas ideias inovadoras para a sociedade, começa a atrair a atenção de muitos jovens atenienses. Suas qualidades de orador e sua inteligência, também colaboraram para o aumento de sua popularidade. Temendo algum tipo de mudança na sociedade, a elite mais conservadora de Atenas começa a encarar Sócrates como um inimigo público e um agitador em potencial. Foi preso, acusado de pretender subverter a ordem social, corromper a juventude e provocar mudanças na religião grega. Em sua cela, foi condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 AC.

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Nietzsche enriqueceu a filosofia moderna com meios de expressão: o aforismo e o poema. Isso trouxe como conseqüência uma nova concepção da filosofia e do filósofo: não se trata mais de procurar o ideal de um conhecimento verdadeiro, mas sim de interpretar e avaliar. A interpretação procuraria fixar o sentido de um fenômeno, sempre parcial e fragmentário; a avaliação tentaria determinar o valor hierárquico desses sentidos, totalizando os fragmentos, sem, no entanto, atenuar ou suprimir a pluralidade. Assim, o aforismo nietzschiano é, simultaneamente, a arte de interpretar e a coisa a ser interpretada, e o poema constitui a arte de avaliar e a própria coisa a ser avaliada. O intérprete seria uma espécie de fisiologista e de médico, aquele que considera os fenômenos como sintomas e fala por aforismos; o avaliador seria o artista que considera e cria perspectivas, falando pelo poema. Reunindo as duas capacidades, o filósofo do futuro deveria ser artista e médico-legislador, ao mesmo tempo.

Para Nietzsche, um tipo de filósofo encontra-se entre os pré-socráticos, nos quais existe unidade entre o pensamento e a vida, esta "estimulando" o pensamento, e o pensamento "afirmando" a vida. Mas o desenvolvimento da filosofia teria trazido consigo a progressiva degeneração dessa característica, e, em lugar de uma vida ativa e de um pensamento afirmativo, a filosofia ter-se-ia proposto como tarefa "julgar a vida", opondo a ela valores pretensamente superiores, mediando-a por eles, impondo-lhes limites, condenando-a. Em lugar do filósofo-legislador, isto é, crítico de todos os valores estabelecidos e criador de novos, surgiu o filósofo metafísico. Essa degeneração, afirma Nietzsche, apareceu claramente com Sócrates, quando se estabeleceu a distinção entre dois mundos, pela oposição entre essencial e aparente, verdadeiro e falso, inteligível e sensível. Sócrates "inventou" a metafísica, diz Nietzsche, fazendo da vida aquilo que deve ser julgado, medido, limitado, em nome de valores "superiores" como o Divino, o Verdadeiro, o Belo, o Bem. Com Sócrates, teria surgido um tipo de filósofo voluntário e sutilmente "submisso", inaugurando a época da razão e do homem teórico, que se opôs ao sentido místico de toda a tradição da época da tragédia.
Para Nietzsche, a grande tragédia grega apresenta como característica o saber místico da unidade da vida e da morte e, nesse sentido, constitui uma "chave" que abre o caminho essencial do mundo. Mas Sócrates interpretou a arte trágica como algo irracional, algo que apresenta efeitos sem causas e causas sem efeitos, tudo de maneira tão confusa que deveria ser ignorada. Por isso Sócrates colocou a tragédia na categoria das artes aduladoras que representam o agradável e não o útil e pedia a seus discípulos que se abstivessem dessas emoções "indignas de filósofos". Segundo Sócrates, a arte da tragédia desvia o homem do caminho da verdade: "uma obra só é bela se obedecer à razão", formula que, segundo Nietzsche, corresponde ao aforismo "só o homem que concebe o bem é virtuoso". Esse bem ideal concebido por Sócrates existiria em um mundo supra-sensível, no "verdadeiro mundo", inacessível ao conhecimento dos sentidos, os quais só revelariam o aparente e irreal. Com tal concepção, criou-se, segundo Nietzsche, uma verdadeira oposição dialética entre Sócrates e Dioniso: "enquanto em todos os homens produtivos o instinto é uma força afirmativa e criadora, e a consciência uma força crítica e negativa, em Sócrates o instinto torna-se crítico e a consciência criadora". Assim, Sócrates, o "homem teórico", foi o único verdadeiro contrário do homem trágico e com ele teve início uma verdadeira mutação no entendimento do Ser. Com ele, o homem se afastou cada vez mais desse conhecimento, na medida em que abandonou o fenômeno do trágico, verdadeira natureza da realidade, segundo Nietzsche. Perdendo-se a sabedoria instintiva da arte trágica, restou a Sócrates apenas um aspecto da vida do espírito, o aspecto lógico-racional; faltou-lhe a visão mística, possuído que foi pelo instinto irrefreado de tudo transformar em pensamento abstrato, lógico, racional. Penetrar a própria razão das coisas, distinguindo o verdadeiro do aparente e do erro era, para Sócrates, a única atividade digna do homem. Para Nietzsche, porém, esse tipo de conhecimento não tarda a encontrar seus limites: "esta sublime ilusão metafísica de um pensamento puramente racional associa-se ao conhecimento como um instinto e o conduz incessantemente a seus limites onde este se transforma em arte".
Por essa razão, Nietzsche combateu a metafísica, retirando do mundo supra-sensível todo e qualquer valor eficiente, e entendendo as idéias não mais como "verdades" ou "falsidades", mas como "sinais". A única existência, para Nietzsche, é a aparência e seu reverso não é mais o Ser; o homem está destinado à multiplicidade, e a única coisa permitida é sua interpretação.
A crítica nietzschiana à metafísica tem um sentido ontológico e um sentido moral: o combate à teoria das idéias socrático-platônicas é, ao mesmo tempo, uma luta acirrada contra o cristianismo.
Segundo Nietzsche, o cristianismo concebe o mundo terrestre como um vale de lágrimas, em oposição ao mundo da felicidade eterna do além. Essa concepção constitui uma metafísica que, à luz das idéias do outro mundo, autêntico e verdadeiro, entende o terrestre, o sensível, o corpo, como o provisório, o inautêntico e o aparente. Trata-se, portanto, diz Nietzsche, de "um platonismo para o povo", de uma vulgarização da metafísica, que é preciso desmistificar. O cristianismo, continua Nietzsche, é a forma acabada da perversão dos instintos que caracteriza o platonismo, repousando em dogmas e crenças que permitem à consciência fraca e escava escapar à vida, à dor e à luta, e impondo a resignação e a renúncia como virtudes. São os escravos e os vencidos da vida que inventaram o além para compensar a miséria; inventaram falsos valores para se consolar da impossibilidade de participação nos valores dos senhores e dos fortes; forjaram o mito da salvação da alma porque não possuíam o corpo; criaram a ficção do pecado porque não podiam participar das alegrias terrestres e da plena satisfação dos instintos da vida. "Este ódio de tudo que é humano", diz Nietzsche, "de tudo que é 'animal' e mais ainda de tudo que é 'matéria', este temor dos sentidos... este horror da felicidade e da beleza; este desejo de fugir de tudo que é aparência, mudança, dever, morte, esforço, desejo mesmo, tudo isso significa... vontade de aniquilamento, hostilidade à vida, recusa em se admitir as condições fundamentais da própria vida".
Nietzsche propôs a si mesmo a tarefa de recuperar a vida e transmutar todos os valores do cristianismo: "munido de uma tocha cuja luz não treme, levo uma claridade intensa aos subterrâneos do ideal". A imagem da tocha simboliza, no pensamento de Nietzsche, o método filológico, por ele concebido como um método crítico e que se constitui no nível da patologia, pois procura "fazer falar aquilo que gostaria de permanecer mudo". Nietzsche traz à tona, por exemplo, um significado esquecido da palavra "bom". Em latim, bônus significa também o "guerreiro", significado este que foi sepultado pelo cristianismo. Assim como esse, outros significados precisariam ser recuperados; com isso se poderia constituir uma genealogia da moral que explicaria as etapas das noções de "bem" e de "mal". Para Nietzsche essas etapas são o ressentimento ("é tua culpa se sou fraco e infeliz"); a consciência da culpa (momento em que as formas negativas se interiorizam, dizem-se culpadas e voltam-se contra si mesmas); e o ideal ascético (momento de sublimação do sofrimento e de negação da vida). A partir daqui, a vontade de potência torna-se vontade de nada e a vida transforma-se em fraqueza e mutilação, triunfando o negativo e a reação contra a ação. Quando esse niilismo triunfa, diz Nietzsche, a vontade de potência deixa de querer significar "criar" para querer dizer "dominar"; essa é a maneira como o escravo a concebe. Assim, na fórmula "tu és mau, logo eu sou bom", Nietzsche vê o triunfo da moral dos fracos que negam a vida, ou negam a "afirmação"; neles tudo é invertido: os fracos passam a se chamar fortes, a baixeza transforma-se em nobreza. A "profundidade da consciência" que busca o Bem e a Verdade, diz Nietzsche, implica resignação, hipocrisia e máscara, e o intérprete-filólogo, ao percorrer os signos para denunciá-las, deve ser um escavador dos submundos a fim de mostrar que a "profundidade da interioridade" é coisa diferente do que ela mesma pretende ser. Do ponto de vista do intérprete que desça até os bas-fonds da consciência, o Bem é a vontade do mais forte, do "guerreiro", do arauto de um apelo perpétuo à verdadeira ultrapassagem dos valores estabelecidos, do super-homem, entendida esta expressão no sentido de um ser humano que transpõe os limites do humano, é o além-do-homem. A etimologia nietzschiana mostra que não existe um "sentido original", pois as próprias palavras não passam de interpretações, antes mesmo de serem signos, e se elas só significam porque são "interpretações essenciais". As palavras, segundo Nietzsche, sempre foram inventadas pelas classes superiores e, assim, não indicam um significado, mas impõem uma interpretação. O trabalho do etimologista, portanto, deve centralizar-se no problema de saber o que existe para ser interpretado, na medida em que tudo é máscara, interpretação, avaliação. Fazer isso é "aliviar o que vive, dançar, criar".
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Nascido Sigmund Schlomo Freud, em 1856 abreviou seu nome para Sigmund Freud. Aos quatro anos de idade sua família transferiu-se para Viena por problemas financeiros e problemas de saúde. Morou em Viena até 1938 quando, após o Anschluss (em razão de sua etnia judaica), refugia-se na Inglaterra, onde já se encontrava parte de sua família.
Freud ingressou na Universidade de Viena aos 17 anos. Ele planejava estudar direito mas, ao invés disso, entrou para a faculdade de medicina, onde seus estudos incluíram filosofia, com o professor Franz Brentanofisiologia, com o professor Ernst Brücke e zoologia, com o professor Darwinista Carl Friedrich Claus6 Em 1876, Freud passou quatro semanas na estação zoológica de Claus em Trieste, dissecando o sistema reprodutor masculino de centenas de enguias, num estudo que se revelou inconclusivo. Graduou-se em medicina em 1881.
Sigmund Freud é filho de Jacob Freud e de sua terceira mulher Amalie Nathanson (1835-1930). Jacob, um judeu proveniente da Galícia e comerciante de , muda-se a Viena em1860.7
Os primeiros anos de Freud são pouco conhecidos, já que ele destruíra seus escritos pessoais em duas ocasiões: a primeira em 1885 e novamente em 1894. Além disso, seus escritos posteriores foram protegidos cuidadosamente nos Arquivos de Sigmund Freud, aos quais só tinham acesso Ernest Jones (seu biógrafo oficial) e uns poucos membros do círculo da psicanálise. O trabalho de Jeffrey Moussaieff Masson pôs alguma luz sobre a natureza do material oculto.
Em 14 de Setembro de 1886, em Hamburgo, Freud casou-se com Martha Bernays.9
Freud e Martha tiveram seis filhos: Mathilde, nascida em 1887, Jean-Martin, nascido em 1889, Olivier, nascido em 1891Ernst, nascido em 1892, Sophie, nascida em 1893 e Anna, nascida em 1895. Um deles, Martin Freud, escreveu uma memória intitulada Freud: Homem e Pai, na qual descreve o pai como um homem que trabalhava extremamente, por longas horas, mas que adorava ficar com suas crianças durante as férias de verão.
Anna Freud, filha de Freud, foi também uma psicanalista destacada, particularmente no campo do tratamento de crianças e do desenvolvimento psicológico. Sigmund Freud foi avô do pintor Lucian Freud e do ator e escritor Clement Freud, e bisavô da jornalista Emma Freud, da desenhista de moda Bella Freud e do relacionador público Matthew Freud.
Por sua vida inteira Freud teve uma posição financeira modesta. Josef Breuer foi no início um aliado de Freud em suas ideias e também um aliado financeiro.
Freud criou o termo "psicanálise" para designar um método para investigar os processos inconscientes e de outro modo inacessíveis do psiquismo.
Nos tempos do nazismo, Freud perdeu quatro irmãs (Rosa, Dolfi, Paula, e Marie Freud). Embora Marie Bonaparte tenha tentado retirá-las do país, elas foram impedidas de sair de Viena pelas autoridades nazistas10 e morreram nos campos de concentração de Auschwitz e de Theresienstadt.

Maturidade



Placa memorial localizada onde Freud nasceu em Příbor, República Tcheca.
Freud inicia os estudos na universidade aos 17 anos, os quais tomam-lhe inesperadamente bastante tempo até a graduação, em 1881. Registros de amigos que o conheciam naquela época, assim como informações nas próprias cartas escritas por Freud, sugerem que ele foi menos diligente nos estudos de medicina do que devia ter sido.11 Em lugar dos estudos, ele atinha-se à pesquisa científica, inicialmente pelos estudos dos órgãos sexuais de enguias — um estranho, mas interessante presságio das teorias psicanalíticas que estariam por vir vinte anos mais tarde. De acordo com os registros, Freud completa tal estudo satisfatoriamente, mas sem distinção especial. Em 1877, desapontado com os resultados e talvez menos excitado em enfrentar mais dissecações de enguias, Freud vai ao laboratório de Ernst Brücke, que torna-se seu principal modelo de ciência.
Com Brücke, Freud entra em contato com a linha fisicalista da Fisiologia. O interesse de Brücke não era apenas descobrir as estruturas de órgãos ou células particulares, mas sim, suas funções. Dentre as atribuições de Freud, nesta época, estavam o estudo da anatomia e da histologia do cérebro humano. Durante os estudos, identifica várias semelhanças entre a estrutura cerebral humana e a de répteis, o que o remete ao então recente estudo de Charles Darwin sobre a evolução das espécies e à discussão da "superioridade" dos seres humanos sobre outras espécies.
Freud, então, conhece Martha Bernays, e parece ter sido amor à primeira vista. O seu desejo de desposar Martha, o baixo salário e as poucas perspectivas de carreira na pesquisa científica fazem-no abandonar o laboratório e a começar a trabalhar no Hospital Geral, o principal hospital de Viena, passando por vários departamentos do mesmo. O próprio Brücke aconselha-o a mudar, apesar de seu bom desempenho e com razão, já que Freud precisava ganhar dinheiro.
No hospital, depois de algumas desilusões com o estudo dos efeitos terapêuticos da cocaína — com inclusive um episódio de morte por overdose de um amigo da época do laboratório de Brücke —, Freud recebe uma licença e viaja para a França, onde trabalha com Charcot, um respeitável psiquiatra do hospital psiquiátrico Saltpêtrière que estudava a histeria.
De volta ao Hospital Geral e entusiasmado pelos estudos de Charcot, Freud passa a atender, na maior parte, jovens senhoras judias que sofriam de um conjunto de sintomas aparentemente neurológicos que compreendiam paralisiacegueira parcial, alucinações, perda de controle motor e que não podiam ser diagnosticados com exames. O tratamento mais eficaz para tal doença incluía, na época, massagem, terapia de repouso e hipnose.
Apenas em Setembro de 1886 Freud casa-se com Martha Bernays, com a ajuda financeira de alguns amigos mais abastados, dentre eles Josef Breuer, um colega mais velho da faculdade de medicina. Foi com as discussões de casos clínicos com Breuer que surgiram as ideias que culminaram com a publicação dos primeiros artigos sobre a psicanálise.


Freud em 1905.
O primeiro caso clínico relatado deve-se a Breuer e descreve o tratamento dado a uma paciente (Bertha Pappenheim, chamada de "Anna O." no livro), que demonstrava vários sintomas clássicos de histeria. O método de tratamento consistia na chamada "cura pela fala" ou "cura catártica", na qual o ou a paciente discute sobre as suas associações com cada sintoma e, com isso, os faz desaparecer.11 Esta técnica tornou-se o centro das técnicas de Freud, que também acreditava que as memórias ocultas ou "reprimidas" nas quais baseavam-se os sintomas de histeria eram sempre de natureza sexual. Breuer não concordava com Freud neste último ponto, o que levou à separação entre eles logo após a publicação dos casos clínicos.
Na verdade, inicialmente, a classe médica em geral acaba por marginalizar as ideias de Freud; seu único confidente durante esta época é o médico Wilhelm Fliess. Depois que o pai de Freud falece, em outubro de 1896, segundo as cartas recebidas por Fliess, Freud, naquele período, dedica-se a anotar e analisar seus próprios sonhos, remetendo-os à sua própria infância e, no processo, determinando as raízes de suas próprias neuroses. Tais anotações tornam-se a fonte para a obra A Interpretação dos Sonhos. Durante o curso desta auto-análise, Freud chega à conclusão de que seus próprios problemas eram devidos a uma atração por sua mãe e a uma hostilidade ao seu pai. É o famoso "complexo de Édipo", que se torna o coração da teoria de Freud sobre a origem da neurose em todos os seus pacientes.
Essa concepção de que a base do pensamento Freudiano está no complexo de Édipo, é contestada por Bruno Bettelheim. Este foi um profundo conhecedor de Freud e informa baseado nas Metamorfoses de Apuléio, a base do pensamento de Freud está na paixão desenvolvida por Amor, filho de Júpiter por Psique, filho de Vênus (Afrodite) (estas eram as filha do Rei Lear do Mercador de Veneza, participantes do julgamento de Páris, do qual Psique era a mais bela). Mesmo tendo sido corrompido por Vênus e tendo Páris a feito vencedora, a formosura de Psique a tornou mais venerada do que Vênus.
Venus beijou longamente e ardorosamente Amor para que este destruísse Psique, mas este se apaixonou por ela e pediu ajuda a Júpiter, o qual a aceita como noiva do seu filho. Conforme ensina Bruno Bettelheim "Em alguns aspectos, a história de Amor e Psique é uma réplica de Édipo, mas existem importantes diferenças" ("in" Freud e a alma humana, 14. ed. 2008, p. 27). Ocorre que o controle dos instintos faz o final de Amor e Psique feliz, enquanto o do Rei Édipo terminou em tragédia.
O exposto evidencia que a base do pensamento de Freud não está no complexo de Édipo porque este não soube controlar seus sentimentos e agiu contra a natureza, mas em Amor e Psique ou Alma.

Últimos anos e morte[editar]

Nos primeiros anos do século XX, são publicadas suas obras A Interpretação dos Sonhos e A psicopatologia da vida cotidiana. Nesta época, Freud já não mantinha mais contato nem com Josef Breuer, nem com Wilhelm Fliess. No início, as tiragens das obras não animavam Freud, mas logo médicos de vários lugares — Eugen BleulerCarl Jung, Karl Abrahams, Ernest Jones, Sandor Ferenczi — mostram respaldo às suas ideias e passam a compor o Movimento Psicanalítico.
Freud morre de cancro no palato aos 83 anos de idade (passou por trinta e três cirurgias). Supõe-se que tenha morrido de uma overdose de morfina. Freud sentia muita dor, e segundo a história contada, ele teria dito ao médico que lhe aplicasse uma dose excessiva de morfina para terminar com o sofrimento, o que seria eutanásia.
Encontra-se sepultado no Golders Green Crematório, Golders GreenGrande Londres na Inglaterra.

<pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud>

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      SÓCRATES

  • Nasceu em Atenas, provavelmente no ano de 470 aC;
  • Um dos principais pensadores da Grécia Antiga;
  • defendia algumas ideias contrárias ao funcionamento da sociedade grega;
  • Foi preso, acusado de pretender subverter a ordem social, corromper a juventude e provocar mudanças na religião grega;
  •  Em sua cela, foi condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 AC.
O objetivo de Sócrates era despertar o ato de pensar, provocar a reflexão, instigar a discussão de ideias, disseminar o conhecimento.



FRIEDRICH NIETZSCHE


  • Nasceu na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844;
  • Órfão de pai aos 5 anos foi instruído pela mãe nos rígidos princípios da religião cristã;
  • Cursou teologia e filosofia, na Suíça, de 1868 a 1879;
  • Não conseguindo levar a termo sua grande inspiração de casar-se com Lou Andreas Salomé, por causa da sífilis contraída em 1866, entregou-se à solidão e ao sofrimento, isolando-se em sua casa na companhia de sua mãe e irmã;
  • Fascinado por tudo o que resplende vida, sedento por liberdade espiritual e intelectual;
  • Atingido por crises de loucura, passou os últimos anos de sua vida recluso, vindo a falecer em agosto de 1900.

Suas teorias criticavam o cristianismo e as verdades tidas como inquestionáveis e o que era aceito por imposição, exaltavam a natureza humana, e o homem em si, segundo Nietzsche o homem não era conhecedor de si mesmo e não vivia suas potencialidades em sua plenitude.
           
              SIGMUND FREUD

  • Nasceu em 06 de maio de 1856, na Morávia, Império Austríaco;
  • De família judaica;
  • Cursou medicina e filosofia
  • Sigmund Freud é filho de Jacob Freud e de sua terceira mulher Amalie Nathanson (1835-1930);
  • Freud criou o termo "psicanálise" para designar um método para investigar os processos inconscientes e de outro modo inacessíveis do psiquismo.

Desenvolveu o estudo da construção do conhecimento, que nos permite compreender o processo de aprendizagem. Para Freud o processo de construção da identidade passa pelo processo de desenvolvimento humano, com influências culturais e das relações interpessoais.



As teorias de Nietzsche têm enfoque na cultura e no aprimoramento pessoal e suas teorias muito se identificam com os pensamentos e questionamentos sobre o papel da educação nos dias de hoje. Formar o homem emancipado e capaz de construir cultura. O educador deve levar seus alunos a pensar por si mesmos, livre de estereótipos e da homogeneização, preparando-os para a vida, para que tenham discernimento sobre a massificação, a alienação , o utilitarismo e o nivelamento social. É importante que nós educadores tenhamos uma visão ampla das forças exercidas por minorias e pelo condicionamento a que estão sujeitas as classes menos favorecidas, marionetes desse sistema engessado pela política, pela religião e por quem detém o poder.
Podemos nos fundamentar nas teorias dos grandes pensadores para melhor direcionar as crianças e jovens preparando-as para exercerem a cidadania de forma consciente e crítica na busca por uma sociedade mais justa e democrática, valorizando o homem e a cultura, entendendo o passado e construindo o futuro agindo para mudar o presente. Devemos formar homens de personalidade, fazer com que nossos alunos percebam a possibilidade de dar novos sentidos às coisas e aos valores, a pensar de forma crítica sobre todas as coisas, valorizando a iniciativa, a experimentação, a função dos valores e da cultura, devemos ver a história de maneira a melhorar o futuro, agindo na sociedade para fazer cultura e não como meros reprodutores de conhecimento, deixando essa estagnação social e produzindo conhecimento, ressaltando a importância da criatividade, valorizando as individualidades.
“É o primeiro sinal de o animal se tornou homem, quando seus atos não se relacionam mais com o bem estar momentâneo, mas com coisas duradouras, quando, por conseguinte, o homem pensa em utilidade, apropriação para um fim: é a primeira eclosão do livre governo da razão. (...) ele respeita e querer ser respeitado, isto é, entende o útil como dependente da sua opinião sobre os outros, da opinião dos outros sobre ele. (...) Ele próprio decide para ele e para os outros o que é honroso, o que é útil; torno-se o legislador das próprias opiniões(...)”. (FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE – HUMANO, DEMASIADO HUMANO, 107)








BIBLIOGRAFIA

pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud

FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE – HUMANO, DEMASIADO HUMANO
FACULDADE ANHANGUERA DE VALINHOS



PROFESSOR: JOÃO CÂNDIDO DE LIMA NETO
ESTE TRABALHO FAZ PARTE DAS ATIVIDADES SUPERVISIONADAS
04/11/2013




ETAPA 3:
AULA-TEMA: A EDUCAÇÃO NOS SÉCULOS XVIII E XIX. CONCEPÇÕES LIBERAIS DO SÉCULO XX. CRÍTICAS À ESCOLA

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Salve Mulher!
Salve Mulher,
canção eterna de cada estrela
braços que acolhem tantas almas
e que embala muitas lágrimas
Salve toda manifestação
da nossa emancipação,
na melodia colorida
de cada suor derramado
onde proclamas a paz e harmonia
Lutas pelo amor à vida
redimindo a dor compadecida
na crença que abrange
o sol de cada um
Transformas perdas
em alimento aos deserdados,
com maestria acolhes filhos
que não geraste
e vestes teus vazios com renúncias
das tuas mãos abençoadas
Conceição Bentes

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1
LOGOI: Qual a sua formação acadêmica?
PROFESSORA CÉLIA*: Sou formada em Pedagogia pela PUC – Campinas em 1997. Atualmente estou terminando minha Pós-Graduação em Alfabetização e Letramento. Faço o curso Pacto oferecido pelo Município de Valinhos.
LOGOI: Quais procedimentos pedagógicos você desenvolve em sala de aula?
PROFESSORA CÉLIA*: Procuro ser bem dinâmica em sala de aula, na medida em que busco adotar estratégias diferentes ao longo de cada dia, aproveitando o momento do grupo. Acredito num trabalho pedagógico que tenha significado para a criança, por exemplo, no início do ano temos o cuidado em realizar sondagens diagnósticas, no curso de todas as atividades o foco principal é auxiliar o aluno a avançar em suas hipóteses de leitura e escrita.
LOGOI: Qual a sua forma de avaliar os alunos?
PROFESSORA CÉLIA*: A avaliação deve ser considerada como um processo contínuo, inclusivo, emancipatório, mediador e qualitativo, esse contexto serve como identificador das dificuldades da turma para replanejar os conteúdos estudado reorganizando o que não ficou bem compreendido. Procuro olhar para as atividades desenvolvidas dentro dessa realidade e avaliar, tornando-se um momento de reflexão da minha prática em sala de aula procurando superar as dificuldades fazendo com que os alunos progridam.
LOGOI: Como é a disciplina dos alunos em sala de aula? Qual a sua postura?
PROFESSORA CÉLIA*: Cada grupo tem suas particularidades específicas. Sinto que devemos “CAMINHAR” com o grupo construindo nossa convivência, conversando sobre os mais variados temas: saber ouvir, respeitar as regras combinadas, etc. penso que o professor deva exercer o papel de mediador dentro do grupo. Para organizarmos de forma positiva nosso trabalho em sala de aula é fundamental conversar com a Tuma e explicar de que forma vamos “caminhar” juntos e o porquê disso e ser coerente com o que combinou. Esse trabalho não termina numa aula, precisa ser retomado o ano todo.

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2
LOGOI: Qual a sua formação acadêmica?
PROFESSORA TERESA*: Magistério (Habilitação para o Magistério – Colégio Ave Maria – Campinas) Pedagogia – Unicamp, pós em Psicopedagogia – Faculdade Anhanguera de Valinhos.
LOGOI: Quais procedimentos pedagógicos você desenvolve em sala de aula?
PROFESSORA TERESA*: Planejamento de curso é anual. Depois organizado nos trimestres. Esta organização é docente, ou seja, não há participação dos alunos. Este planejamento é participativo aos alunos quando estabelecemos rotina de trabalho, projetos de estudo. A avaliação do dia, da semana e dos conteúdos também são procedimentos pedagógicos que as crianças participam.
LOGOI: Qual a sua forma de avaliar os alunos?
PROFESSORA TERESA*: a avaliação é considerada por mim como um momento crucial do processo pedagógico. É diagnóstica e processual. Na avaliação diagnóstica buscamos conhecer os alunos, levantar os conteúdos prévios, perceber em que fase do aprendizado cada um está. Deste modo, o planejamento é muito mais eficaz, pois começamos os trabalhos a partir do que eles já sabem isso mantém as crianças percebendo que têm sucesso, e ao mesmo tempo são desafiadas a ampliar esses conceitos. A avaliação processual ocorre ao longo do ano letivo, abrindo possibilidade para a criança ser avaliada ao longo do ano.
LOGOI: Como é a disciplina dos alunos em sala de aula? Qual a sua postura?
PROFESSORA TERESA*: Nas duas escolas que trabalho, estabelecemos combinados e regras para garantir boa convivência e promover autonomia das crianças. Ao longo do ano ou das necessidades do grupo, estes combinados podem mudar. Gosto e uso a fala dos direitos e deveres. Tanto eu como as crianças temos direitos que desejamos usufruir, mas para isso, preciso cumprir deveres que nem sempre desejo ou gosto, mesmo assim precisamos cumprir.
LOGOI: Como é a disciplina dos alunos em sala de aula? Qual a sua postura?
PROFESSORA TERESA*: A disciplina assim é construída, é apropriada pelas crianças como algo que dependemos, precisamos e não de maneira ditadora ou controladora. A escola é um lugar que precisa ser seguro e confortável para todos.



*os nomes empregados neste trabalho são fictícios.